Novembro: A Torre e o Três de Ouros

Outubro foi um mês desafiador a todos nós, comunidade brasileira, que tivemos que lidar com o ódio, a divisão, o fim de algumas esperanças e finalizações dolorosas. Várias Mortes dentro e fora de nós, talvez ainda alguns estejam com o coração em luto. A Torre acelera e transmuta tudo o que vivemos.

A Torre marca um fim. Vemos uma construção pegando fogo, as janelas consumidas pela chama. Se alguém insistir em ficar dentro, sofrerá terríveis consequências. Neste novembro, esteja atento para não persistir cometendo erros, remando contra o fluxo que constantemente vem sinalizando que alguns caminhos estão fechados, algumas situações já se esgotaram e teimamos em não aceitar. A Torre, de pedra, é um símbolo de rigidez. A teimosia terá um custo enorme este mês; como andam dizendo por aí, “aceita que dói menos”.

A Torre leva anos para ser erguida e segundos para ser destruída. Certezas que foram construídas tijolo a tijolo dentro de nós serão fortemente questionadas. Podemos tentar culpar os outros ou as circunstâncias, mas quando olhamos a imagem, vemos uma estrela de fogo no topo da Torre, controlando tudo. Quem constrói certezas é o ego, e quem as destrói é o Grande Propósito, o Grande Caminho. Nenhuma certeza é útil, desapegue delas. Pessoas que tínhamos certeza de quem eram, instituições em que depositamos toda nossa confiança, planos que estavam como certos para serem realizados; a única certeza é que tudo um dia acaba, mesmo a mais sólida das Torres.

Na frente da Torre, um grande bulbo floresce. As queimadas sempre fertilizam a terra. Quando destruímos a rigidez, a leveza aparece e nela prosperamos. Cuidado para não cair na armadilha de enxergar na destruição da Torre a destruição de tudo. Sim, as decepções e questionamentos acontecem, mas eles também abrem espaço para um desconhecido infinitamente potente. Temos o terrível costume de nos desapontarmos com uma expectativa frustrada ao invés de nos excitarmos com as muitas possibilidades que se abrem a cada encerramento. Novembro também é um mês de florescimento, de abundância, de primavera, não se esqueça disso. Abra mão do controle e tudo acontece.

O Três de Ouros abre um grande palco onde a flor pode florescer. No centro, um casal morde a maçã, dentro de um oroborus, a cobra que morde o próprio rabo. As parcerias e os eternos ciclos de ir e vir. Sim, algumas pessoas talvez saiam de nossa jornada, mas outras ficam e ainda algumas novas chegam. Receba o novo com alegria, preserve as que ficaram com amor. Tudo faz parte de um grande ciclo, o sofrimento vem sempre quando há rigidez.

Depois das parcerias, o trigo da fertilidade e a estrela da esperança, rodeada de armas de proteção. Não se isole, não sofra sozinho, não se enterre em suas frustrações impedindo os outros de lhe estenderem a mão. Um dos grandes problemas da Torre é a solidão, e o três de ouros é bem claro com a solução: compartilhe. Compartilhe as alegrias e as dores, estabeleça parcerias, abra-se para novos números no grande palco que é a vida, afinal, o show tem de continuar.

Quinta-feira, 01 de Novembro de 2018
Dia de Júpiter, Lua Minguante em Leão

Arthur Luna Borba
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