Foto do Tarot RWS com a imagem do Mundo e do Cinco de Copas, rodeado de cristais
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Junho: O Mundo e o Cinco de Copas

Foto do Tarot RWS com a imagem do Mundo e do Cinco de Copas, rodeado de cristais

Se maio nos desafiou com os imprevistos e com a intensidade emocional da Mãe Lua e das Sombras, junho é o convite a renascer depois dessa grande provação e mergulho nas águas da alma.

O Mundo é a última carta do baralho. O Arcano XXI fala de grandes momentos, grandes renovações. Não é virar a página, é começar outro livro, outra história. Junho nos convida a encerrar pendências, completar os trabalhos inacabados, dar nós nos pontos soltos. Mês de ter aquela conversa que ficou para depois, acertar a dívida pendente, largar o ex de vez.

O Mundo dança, protegido em sua guirlanda de folhas. A dança faz o corpo girar, transpirar, viver. Dance, dance muito. Ponha o corpo em movimento, mantenha acesa a chama que tende a apagar no inverno. Libere-se do medo de falhar, da limitação que “isso não é para mim” e que “não nasci para isso”. O movimento é para todos que têm corpo, e isso você tem. Cuidado para não ficar parado no frio e deixar a alma mofar.

O Mundo dança, rodeado de seres do céu e terra, mas também sozinha sua guirlanda. Nesse mês, talvez iremos sentir uma independência de todos em nossa volta. Não estranhe a vontade de se distanciar dos parceiros e parceiras, dos amigos, da família, dos seres amados. Quando nos sentimos completos, nos bastamos, e não há nada de errado nisso. Ainda assim, a dançarina se rodeia de seus seres protetores. Não se assuste, estamos sempre todos juntos.

Um anjo, uma água, um touro e um leão a rodeiam. Terra, Fogo, Água e Ar. O Mundo nos convida a olhar para os sutis elementos que compõe nosso próprio mundo, a Terra, Gaia. Mês de trabalhar a espiritualidade de reconexão com os ciclos naturais, com a harmonia com Pacha Mama, com a abundância de nossa morada no Universo. Não estaremos sozinhos nessa busca.

O Mundo é um Arcano de plenitude. Como última lâmina do Tarot, fala do grande final feliz, e da potência do autoencontro. Mantenha o foco no equilíbrio interno, e a abundância virá. Não se estresse nessa busca; mantenha a calma e a plenitude acontece.

O cinco de copas adiciona uma contradição interessante. Cabisbaixo, o homem se entristece pelas taças derrubadas, ignorando as que permanecem de pé. Sim, tivemos muitas perdas até aqui, e parece que uma parte de nós se recusa a olhar para frente. Imersos em nossos lutos e frustrações, podemos perder as oportunidades que o Mundo nos apresenta. Cuidado para não desperdiçar a chance da renovação pelo apego que ainda existe.

Duas taças permanecem de pé. Essas perdas que sofremos, e que nos entristescem, não são o fim de tudo. A tristeza é um fluxo natural, o sofrimento é uma escolha. Ainda há muito para acontecer para tanto luto. Tudo sempre passa.

Pés descalços, cabeça erguida. Dance bem, dance mal, dance sem parar; dance bem, dance até sem saber dançar.