Imagem de um gato de porcelana meditando
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6 Dicas de Meditação para Iniciantes

Imagem de um gato de porcelana meditando

Muitas vezes recebo pessoas aqui no espaço que nunca meditaram antes, ou que tentaram meditar “não pensando em nada” e acharam muito difícil. Realmente, essa é uma técnica que considero mais avançada. No entanto, algumas dicas simples podem tornar a experiência do meditar muito mais fácil e prazerosa no início de nossa jornada.

Dica 1: Tenha uma Âncora

Essa é a principal dica para iniciantes. Em lugar de tentar “não pensar em nada”, concentre todo seu pensamento em alguma coisa. Esse pensamento único vai servir como âncora, e quando você se distrair com outros pensamentos, vai ter um lugar para onde voltar e tentar novamente. A meditação se torna esse exercício de fuga e reencontro com a âncora.

A âncora mais comum é a respiração. Você pode apenas se concentrar na respiração e no ar entrando e saindo, ou pode contar os tempos do ar (Inspira 1, 2, 3, Expira 1, 2, 3, 4, 5, 6, por exemplo) para fazer uma âncora mais forte.

Outra boa âncora é um mantra ou oração. Você pode recitar essas palavras sagradas mentalmente ou em voz alta, inclusive cantando. Fique livre para usar palavras de sua fé ou afirmações positivas como “Eu me sinto feliz e tranquilo” ou “Eu sou feito de luz e amor”, por exemplo.

Finalmente, outras boas âncoras podem ser imagens e esculturas (religiosas ou não), objetos (como a chama de uma vela) e vizualizações (imagine um rio fluindo, por exemplo).

Dica 2: Elimine distrações

O ambiente urbano é barulhento e caótico. Mesmo nos locais como escolas e templos construídos para esse fim, há barulho. A meditação é um exercício, também, de buscar uma tranquilidade neste ambiente. No entanto, no começo, é bom evitar distrações desnecessárias.

Feche os olhos para evitar distrações visuais. Muitas tradições meditam de olhos abertos mesmo sem uma âncora. Considero, no entanto, que isso exige prática e pode ser frustrante no começo.

Elimine também, se possível, a chance de ser interrompido durante sua prática encontrando um local em que não será incomodado.

Dica 3: Defina uma duração

5 minutos é um ótimo começo. É melhor ter uma curta experiência positiva do que uma longa frustração. Com a prática, durante vários momentos desses 5 minutos você poderá ter entrado no relaxamento mental da meditação, e assim estará pronto para ampliar esse tempo.

Não tenha a ilusão que quem medita 4 horas passou 4 horas em estado meditativo. Ela passou 4 horas TENTANDO entrar em estado meditativo e, se aquele tiver sido um bom dia, conseguiu em alguns momentos.

Caso tenha um tempo limitado para meditar, coloque um despertador com o toque suave e assim saberá quando parar, ao invés de ter de prestar atenção em outra coisa para saber a hora ou ficar inquieto sem saber “quanto tempo ainda falta”.

Dica 4: Respeite o seu corpo

Quem não tem o costume de se alongar ou possui um corpo naturalmente mais rígido pode ficar bastante desconfortável rapidamente em uma “postura meditativa” clássica. Por isso, é necessário respeitar seu corpo.

O ideal é manter a coluna ereta durante a prática, porque isso permite um fluxo mais harmonioso de energia ao praticante. Talvez, para você, isso só seja possível em uma cadeira. Não há problema algum. Sente-se na cadeira e tenha uma boa prática.

É melhor ter uma boa experiência em uma cadeira do que ficar no chão na postura “correta” e ficar com dor nas costas, frustrado e não conseguindo meditar porque o corpo está incomodando.

Dica 5: Encontre o seu estilo de meditação

Muitas são as técnicas e perspectivas de meditação. Explore as possibilidades e encontre a que funcione para você. Talvez neste momento os mantras sejam os seus queridinhos, e depois, em outra fase de sua jornada, você prefira apenas se concentrar na sua respiração.

Pesquise também meditações ativas, meditações em movimento e tudo o que lhe chamar a atenção. Explore as possibilidades e encontre as suas ferramentas. O caminho não é único!

Dica 6: Pratique o amor com você mesmo

Você vai se distrair na meditação. Muitas e muitas vezes. Não tem problema. Faz parte do exercício. No entanto, não fique com raiva de você, sentindo como se não fosse capaz. O que era um pensamento distrativo já virou um sentimento destrutivo; você se engajou mais ainda naquele pensamento e vai ser mais difícil ainda sair desse fluxo.

Trate-se com amor. Se distraiu? Tudo bem, perceba, interrompa e volte ao exercício. Assim, simples, sem punição. Tenter acolher a si mesmo e tudo ficará melhor 😉

Arthur Luna
Aulas de Meditação e Expressão Criativa
Ter e Sex 18:45
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